the ghosts you draw on my back

i hope tonight you will touch my hair, play a sad old song and draw ghosts in my back.

Monday, December 14, 2009

And with all the bad I've done, i realized that you're the one and i hope you'll still be mine



<a href="http://svavarknutur.bandcamp.com/track/clementine">Clementine by Svavar Knutur</a>

oh my darling, Clementine.

Monday, November 16, 2009

cansaço

deste perder para me encontrar e encontrar-me já perdida.

Tuesday, September 22, 2009

lição de vida






Um dia destes a minha mãe chamou-me à varanda, mostrou-me uma flor nascida de um cacto e insistiu que eu a fotografasse. Dizia ela que, apesar de nascer de uma planta espinhosa, era uma flor lindíssima mas que, infelizmente, só durava um dia. É vulgarmente conhecida por "amor de homem", disse por fim.

Thursday, April 09, 2009

Crave





peça escrita por Sarah Kane.

Senhorita




Ela gostava de ser bonita. Isto encantava-me. «Sou mais gira que as outras», disse-me várias vezes, enquanto se arranjava. Nem sequer me perguntava se eu concordava ou não, tal era a certeza de não estar a faltar à verdade. Se isto não prende o coração dum homem, não sei.



O Amor é Fodido, Miguel Esteves Cardoso

Wednesday, December 31, 2008

és o dia que não vem.





"Se eu largar eu sinto a sua falta
Se eu a agarro ela perde a cor."

Tuesday, December 23, 2008

dezassete

E se dissermos que não podemos? Que somos definitivamente maiores. Mais sonhadores, mais livres. Se dissermos que simplesmente não queremos ir? Que os nossos apetites mudam ao sabor do vento, que ontem achávamos piada mas hoje já só sorrimos ao de leve. E que nunca havemos de no deixar aprisionar. É uma promessa, não vamos esquecer nunca. Podemos ficar parados, se quisermos. Podemos rebolar na relva com os nossos corpos recém-adultos vezes sem conta. Podemos deitar os nossos corpos frágeis na erva molhada e deixar que a humidade nos chegue aos ossos. Sabe-nos bem a humidade misturada com os risos.

E que o meu jeito infantil de olhar para o chão e ficar cada vez mais pequenina à medida que dizes amor não te incomodem. É que o brilho dos teus olhos faz-me cócegas na alma.

Saturday, November 22, 2008

Na antevéspera da tua partida,

fizémos amor pela última vez. Com a esperança de que aquela não fosse realmente a última vez. Fizémos o amor mais triste que pode sequer existir. Fizémos amor com lágrimas nos olhos. Beijámo-nos enquanto as tuas lágrimas caiam na minha cara e no meu peito. Desta vez não suámos, desfizemos tudo o que não sabíamos dizer um ao outro em lágrimas. Lágrimas que queriam dizer amor suor solidão medo. Lágrimas que caíam em torrente. Não consegui olhar-te nos olhos. Não queria que visses que tudo o que sou agora se resume ao medo de já não saber ser sozinha. De não saber ser sem ti.
Sei que a tua partida é necessária. Os teus pulmões precisam de ares mais limpos, os teus olhos precisam de ver outras cores. Foste embora com uma promessa de regresso selada em nós, meu amor, quando vieres tenho a certeza de que faremos o amor mais feliz do mundo.


Tuesday, September 16, 2008

Falta

Penso em ti todos os dias. Aliás, quase não penso em nada que não esteja relacionado contigo, que não sejas tu. Pensei que me ía custar menos. Que certamente teria coisas para fazer na tua ausência. Mas a verdade é que não há nada que queira fazer sem ti. Vejo que tinhas razão quando dizias que já não vale a pena falarmos de nós no singular.
Passo dias simplesmente deitada na cama, esmagada pela falta que me fazes; a tua falta que para mim é doença.

Estou completamente viciada em ti.

Queria que soubesses que te estimo mais do que a qualquer outra pessoa que conheço. De uma maneira diferente, também. Que todos os dias me faz falta o teu sorriso doce, a tua voz quente, os teus olhos que brilham no escuro, o cheiro da tua pele, as tuas mãos de seda em mim. Que me sinto extremamente perdida quando deixo de ouvir a tua respiração ao telefone, quando deixo de ouvir a tua voz. Lembra-te sempre que quaisquer que sejam os kms que nos separam, não significam distância entre nós.




(acho que isto é qualquer coisa como uma tentativa de te dizer que gosto mais de ti do que um simples 'amo-te' pode querer dizer.)

Tuesday, July 08, 2008

rasteira

As palavras têm andado a jogar ás escondidas comigo, (contra a minha vontade, porque) eu sou sempre a cabra-cega.

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