Penso em ti todos os dias. Aliás, quase não penso em nada que não esteja relacionado contigo, que não sejas tu. Pensei que me ía custar menos. Que certamente teria coisas para fazer na tua ausência. Mas a verdade é que não há nada que queira fazer sem ti. Vejo que tinhas razão quando dizias que já não vale a pena falarmos de nós no singular.
Passo dias simplesmente deitada na cama, esmagada pela falta que me fazes; a tua falta que para mim é doença.
Estou completamente viciada em ti.
Queria que soubesses que te estimo mais do que a qualquer outra pessoa que conheço. De uma maneira diferente, também. Que todos os dias me faz falta o teu sorriso doce, a tua voz quente, os teus olhos que brilham no escuro, o cheiro da tua pele, as tuas mãos de seda em mim. Que me sinto extremamente perdida quando deixo de ouvir a tua respiração ao telefone, quando deixo de ouvir a tua voz. Lembra-te sempre que quaisquer que sejam os kms que nos separam, não significam distância entre nós.
(acho que isto é qualquer coisa como uma tentativa de te dizer que gosto mais de ti do que um simples 'amo-te' pode querer dizer.)
i hope tonight you will touch my hair, play a sad old song and draw ghosts in my back.
Tuesday, September 16, 2008
Tuesday, July 08, 2008
rasteira
As palavras têm andado a jogar ás escondidas comigo, (contra a minha vontade, porque) eu sou sempre a cabra-cega.
Saturday, June 07, 2008
Thursday, May 29, 2008
Saturday, April 12, 2008
I wish that without me your heart would break
Na última vez que me abraçares, lembra-te de me apertar contra o teu peito com força, agarra-me bem com as duas mãos. Deixa-me chorar tudo o que tenho cá dentro, com tudo o que faz parte de mim, por fora – olhos, boca, pulmões e mãos. Não rejeites as minhas mãos quentes, lembra-te do aconchego que te deram em tempos, e mostra-me os teus olhos tristes – o fim de uma relação é sempre a maior tragédia do mundo. Todos os laços que se quebram, os sorrisos que se partem, uma infinidade de abraços e expressões de doçura a desfazerem-se, como lixo que se pisa no chão. Dois mundos que deixam de ser poesia,
conheces alguma coisa mais triste?
Saturday, March 01, 2008
segredo.
"Quando gosto imensamente de uma pessoa, nunca revelo o seu nome a ninguém. É como abandonar parte dela. Fui feito para amar o que é íntimo. Parece-me a única coisa capaz de nos tornar misteriosa ou maravilhosa a vida moderna. A coisa mais vulgar é deliciosa, bastando para isso que a escondamos. Quando saio da cidade, nunca digo às pessoas para onde vou: se o fizesse, perderia toda a minha satisfação. É um hábito disparatado, confesso; mas, de certa maneira, parece introduzir na nossa vida uma boa dose de romance."
Oscar Wilde, O Retrato de Dorian Gray
Oscar Wilde, O Retrato de Dorian Gray
Thursday, February 21, 2008
Monday, February 04, 2008
tanto que eu não te disse.
"Lembro-me de quando nos enroscávamos. Lembro-me de dizermos que nos «ajustávamos», com um bem-estar raro como quando surpreendemos um pássaro no ninho: à medida do corpo, da temperatura, do peso.
Quando me aproximava do sofá onde já estavas deitado, era só deixar-me cair para logo sentir aconchego. Connosco a estratégia era adivinhada, ancestral, antiga, apesar da novidade que ainda éramos um para o outro.
Nesses momentos em que procurávamos abrigo diante do pretexto que é a televisão - e onde o sexo não era definitivamente o motivo, naquela languidez que se reveste de mantas e luzes brandas, o nosso toque era quente, sereno, balsâmico. Nessa tranquilidade silenciosa, o tacto era usado de forma muito natural, numa inata compreensão física de dois corpos diferentes, onde as mãos se tornavam confidentes honestas de desejos sem tempo para aspirações: mexíamo-nos com a espontaneidade ou o despudor com que se afaga um gato, no sossego do colo. Remexíamos a pele das nossas caras, massajávamos o cabelo um do outro, os nossos pés misturavam-se e as mãos ora se revolviam, ora vasculhavam os nossos braços e pernas. Isto passava-se de forma despreocupada e sem curiosidade, mas pela simples festa que é estar!
A nossa relação não era baseada em projectos ou hábitos de rotina, era uma ligação de quem se entrega a um bom vinho ou como quem dança desavergonhadamente a sua música preferida.
Recordando, posso comparar a nossa história com um daqueles dias que todos temos, em que nos entregamos ao sol, à erva, ao caracol que passa. Aqueles dias, da brilhante surpresa de nos esquecermos dos outros e de sorvermos o que nos aparece pela frente. Tu sabes fazer isso tão bem...
Ensinaste-me a beber e não engolir, mastigar e não devorar, morder sem destruir, apreciar e não desperdiçar.
Lembrei-me de ti quando num livro do Morris West, um dos protagonistas diz «... é melhor ser-se árvore e crescer calmamente sob o sol, do que macaco trepando em busca de fruta». Quando me vias galgar as tais árvores, olhavas para mim cá de baixo e, com a tua viola, cantavas com a serenidade de quem fuma o cigarro «depois do amor». Ouvindo-te, deixava-me escorregar até ao chão, e emocionada com a desprotecção da tua voz lembrava-me que os frutos que ia buscar podiam até ser saborosos, mas quando descesse, já podiam estar amassados e não saberiam tão bem. Então tinha sido bom descer até ti, quando não, ouviria a música de longe e era uma pena..."
Marta Gautier em Tanto Que Eu Não Te Disse
Quando me aproximava do sofá onde já estavas deitado, era só deixar-me cair para logo sentir aconchego. Connosco a estratégia era adivinhada, ancestral, antiga, apesar da novidade que ainda éramos um para o outro.
Nesses momentos em que procurávamos abrigo diante do pretexto que é a televisão - e onde o sexo não era definitivamente o motivo, naquela languidez que se reveste de mantas e luzes brandas, o nosso toque era quente, sereno, balsâmico. Nessa tranquilidade silenciosa, o tacto era usado de forma muito natural, numa inata compreensão física de dois corpos diferentes, onde as mãos se tornavam confidentes honestas de desejos sem tempo para aspirações: mexíamo-nos com a espontaneidade ou o despudor com que se afaga um gato, no sossego do colo. Remexíamos a pele das nossas caras, massajávamos o cabelo um do outro, os nossos pés misturavam-se e as mãos ora se revolviam, ora vasculhavam os nossos braços e pernas. Isto passava-se de forma despreocupada e sem curiosidade, mas pela simples festa que é estar!
A nossa relação não era baseada em projectos ou hábitos de rotina, era uma ligação de quem se entrega a um bom vinho ou como quem dança desavergonhadamente a sua música preferida.
Recordando, posso comparar a nossa história com um daqueles dias que todos temos, em que nos entregamos ao sol, à erva, ao caracol que passa. Aqueles dias, da brilhante surpresa de nos esquecermos dos outros e de sorvermos o que nos aparece pela frente. Tu sabes fazer isso tão bem...
Ensinaste-me a beber e não engolir, mastigar e não devorar, morder sem destruir, apreciar e não desperdiçar.
Lembrei-me de ti quando num livro do Morris West, um dos protagonistas diz «... é melhor ser-se árvore e crescer calmamente sob o sol, do que macaco trepando em busca de fruta». Quando me vias galgar as tais árvores, olhavas para mim cá de baixo e, com a tua viola, cantavas com a serenidade de quem fuma o cigarro «depois do amor». Ouvindo-te, deixava-me escorregar até ao chão, e emocionada com a desprotecção da tua voz lembrava-me que os frutos que ia buscar podiam até ser saborosos, mas quando descesse, já podiam estar amassados e não saberiam tão bem. Então tinha sido bom descer até ti, quando não, ouviria a música de longe e era uma pena..."
Marta Gautier em Tanto Que Eu Não Te Disse
emotional landscapes.
O Inverno que venha e traga o frio todo de uma rajada só.
Os nossos corações não vão voltar a gelar.
Os nossos corações não vão voltar a gelar.
Monday, January 28, 2008
♥
" - Tens, definitivamente, os melhores abraços do Mundo!
- Não te esqueças que um abraço é um trabalho de equipa... "
- Não te esqueças que um abraço é um trabalho de equipa... "
Subscribe to:
Posts (Atom)


